Colheita de maçã na Serra Catarinense fecha safra com volume recorde
Produtores de São Joaquim e Fraiburgo concluem a colheita 2026 com qualidade elevada, mas relatam custo maior de mão de obra e de armazenamento refrigerado.

A colheita de maçã na Serra Catarinense chega ao fim nesta semana, com produtores de São Joaquim, Fraiburgo e Urubici avaliando 2026 como uma das safras de melhor qualidade dos últimos anos. A colheita concentrou-se entre janeiro e março, mas o escoamento da fruta guardada em câmaras frias segue até setembro, quando os últimos lotes chegam aos mercados do Sul e do Sudeste.
O inverno anterior, com número adequado de horas de frio, favoreceu a frutificação e reduziu a incidência de pragas que costumam exigir aplicações extras de defensivos, segundo cooperativas da região.
O custo do frio pesa no resultado final
Apesar do resultado no pomar, produtores relatam alta nos custos de armazenamento refrigerado e de mão de obra para a colheita manual, que ainda depende quase inteiramente de trabalhadores contratados na safra. Parte das propriedades menores optou por antecipar a venda da fruta para reduzir o tempo de câmara fria, mesmo com preço abaixo do praticado no pico da entressafra.
O transporte é outro fator de custo: a distância entre a Serra Catarinense e os portos e centros de distribuição do estado exige frete refrigerado, sensível à variação do preço do diesel ao longo do ano. Cooperativas da região avaliam ampliar a capacidade própria de armazenamento nos próximos anos, para depender menos de estrutura terceirizada nos meses de pico.
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