Ceará projeta safra de castanha de caju acima da média no Sertão Central
A colheita avança no Sertão Central e no Cariri, mas produtores relatam alta no custo do frete e falta de mão de obra especializada para o beneficiamento.

A colheita de castanha de caju no Ceará avança acima da média histórica nesta safra, com destaque para os municípios do Sertão Central e do Cariri. Cooperativas da região relatam aumento na área colhida em relação ao ano anterior, favorecido pela distribuição regular das chuvas entre janeiro e abril.
Beneficiamento é o gargalo
Apesar do resultado no campo, as usinas de beneficiamento enfrentam fila de espera. Produtores de Quixadá e de Iguatu relatam dificuldade para contratar trabalhadores especializados na quebra da castanha, etapa que ainda depende de mão de obra manual em parte das unidades da região. O atraso no processamento represa parte da produção nos armazéns.
O transporte da castanha até as usinas também pesa no custo final. Rodovias como a BR-116 e a CE-060 concentram parte do fluxo de caminhões durante a safra e têm trechos em obras, o que aumenta o tempo de viagem entre as áreas produtoras e os polos de beneficiamento em Sobral e em Icapuí.
Preço reage à demanda externa
A valorização da amêndoa no mercado internacional sustenta o preço pago ao produtor cearense e compensa parte do custo mais alto do frete nesta safra. Associações da cadeia produtiva querem ampliar em 20% a capacidade de armazenamento no Sertão Central até o fim do ano, para reduzir a dependência do processamento logo após a colheita.
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